quinta-feira, 16 de abril de 2026
Parlamentares entregam relatório da CPMI do INSS aos ministros Luiz Fux e André Mendonça
Zé Filho participa da abertura da Feira do Empreendedor 2026
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, Zé Filho, Junto com sua esposa Maryanne Martins estiveram presentes na abertura oficial da Feira do Empreendedor 2026.
Na ocasião o governador Rafael Fonteles, Zé Filho que esteve acompanhado pelo time do Sistema FIEPI, além de representantes de instituições parceiras e lideranças do setor produtivo.
A participação reforça o compromisso da entidade com o fortalecimento do empreendedorismo e o desenvolvimento da indústria no estado, destacando a importância da união entre instituições e iniciativa privada para impulsionar a economia local.
Fim da escala 6x1: entenda as diferentes propostas que tramitam na Câmara
No centro do debate público, o fim da escala 6x1 é tema de duas principais propostas que tramitam no Congresso Nacional atualmente. Enquanto uma é a junção das duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que corriam na Câmara, a outra é o Projeto de Lei (PL) apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta quarta-feira (15), o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou relatório favorável ao avanço das PECs na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Após a leitura do relatório, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), apresentou pedido de vista (mais tempo para a análise do documento).
Paralelamente, na terça-feira (14), Lula encaminhou ao Congresso Nacional um texto do Executivo que reduz a jornada de trabalho de 44 a 40 horas semanais, para tramitação sob urgência constitucional. Isso significa que a votação deve ser realizada em até 45 dias na Câmara e 45 dias no Senado; caso contrário, passa a trancar a pauta e impedir a votação de outras matérias.
Para entender as diferenças entre as propostas, é essencial distinguir PL de PEC — isto é, o que cada um pode mudar e o nível de exigência para aprovação. O PL cria ou altera leis comuns, com um processo mais simples; já a PEC modifica a Constituição Federal de 1988 e exige um processo mais rigoroso.
A aprovação de um PL exige geralmente maioria simples no Congresso e, depois, a sanção ou veto do presidente. Já para a aprovação de uma PEC, são necessários dois turnos de votação na Câmara e no Senado, com aprovação de pelo menos 3/5 dos parlamentares em cada etapa.
O que dizem os diferentes textos?
As duas PECs que tratam do fim da escala 6x1 - agora unidas pela CCJ - foram apresentadas em 2019 e 2025. A mais recente foi desenvolvida pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP); já a mais, pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), líder da bancada do PT na Câmara.
Enquanto o texto do ano passado prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra, a outra estipula a redução da jornada para 38 horas, com uma transição gradual ao longo de dez anos antes de atingir o limite final de horas semanais. Os ajustes para que uma das PECs tenha prioridade devem ser feitas em comissão especial na Câmara.
O Projeto de Lei do Executivo, por sua vez, além de reduzir a carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial, também prevê alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em legislações específicas. O objetivo é assegurar a aplicação uniforme das novas regras em todo o país.
Ao ampliar o tempo livre, o projeto busca melhorar a qualidade de vida e reduzir impactos na saúde. Em 2025, o país registrou cerca de 540 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho, como ansiedade, estresse e burnout. Cinco anos atrás, em 2020, o número de beneficiários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) era de 200 mil.
"O objetivo central da proposta é garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso", afirmou o Planalto. "A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social."
Apesar da alta aprovação da proposta entre a sociedade civil, o tema enfrenta resistência, sobretudo no setor produtivo. Empresários e entidades alegam que a medida acarretaria aumento dos custos trabalhistas, possível perda de empregos e impacto negativo no PIB.
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê aumento médio de 6,2% nos preços dos produtos caso a proposta avance.
Já uma pesquisa do Sebrae, feita em fevereiro, aponta que 47% dos donos de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais, avaliam que a medida não teria impacto sobre seus negócios.
Cidade Verde
Começa prazo para pedir isenção da taxa do Enem 2026
Teve início nesta segunda-feira o período para solicitar a isenção da taxa do Enem 2026. O pedido pode ser feito até o dia 24 de abril, exclusivamente pela Página do Participante, utilizando o login do http://gov.br .
O resultado da análise está previsto para o dia 8 de maio.
A gratuidade é destinada a estudantes que atendam aos critérios do Inep, como:
Alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública em 2026
Quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada
Candidatos com renda familiar de até um salário-mínimo e meio por pessoa
Inscritos no Cadastro Único (CadÚnico)
Participantes do programa Pé-de-Meia
A Secretaria de Educação orienta que os estudantes fiquem atentos aos prazos e mantenham os dados atualizados, especialmente quem está no CadÚnico.
Vale lembrar que mesmo com a isenção aprovada, é necessário realizar a inscrição no Enem posteriormente, em período que ainda será divulgado.
Entre as novidades deste ano, está a possibilidade de solicitar o uso do nome social já no pedido de isenção.
Fonte: PCN
Governo Federal propõe salário mínimo de R$ 1.717 a partir de janeiro de 2027
No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, o Governo Federal estima que o salário mínimo chegue ao patamar de R$ 1.717,00 a partir de janeiro do próximo ano. O PLDO define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte e foi encaminhado esta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
Em 2026, o salário mínimo sofreu um reajuste de 6,79% e atualmente está em R$ 1.621,00. Caso a projeção seja confirmada, o salário mínimo terá aumento de R$ 96, o que equivale a 5,92%.
Apenas em dezembro deste ano, período em que é divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, haverá uma resposta definitiva sobre o valor do salário mínimo em 2027.
O formato adotado para definir o reajuste corresponde à soma do INPC em 12 meses até novembro com o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.