sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
PRF inicia a Operação Carnaval 2026 no Piauí com fiscalização reforçada até a quarta-feira de cinzas
Adolescente é baleado em praça pública e morre no hospital em Parnaíba/PI
Um homicídio ocorrido por volta das 21hs 30 de quinta-feira (12), na praça José Narciso, bairro São José em Parnaíba, tendo como vítima, um adolescente de 17 anos, de nome Tobias Gomes Soares, atingido com tiro na região da clavícula.
O rapaz chegou a ser socorrido e levado ao pronto socorro do Heda. Não resistiu ao ferimento, indo à óbito nesta unidade hospitalar.
O corpo foi removido para o IML e liberado aos familiares para velório e sepultamento.
Fonte: Portal do Catita
SSP reforça segurança no carnaval do litoral com agentes fantasiados e uso de tecnologia
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí, por meio da Polícia Civil e Polícia Militar, intensificou as ações para garantir a segurança dos foliões durante o Carnaval no litoral do estado. Entre as estratégias adotadas estão o emprego de policiais à paisana, agentes fantasiados circulando entre o público e o uso de ferramentas tecnológicas para coibir furtos e roubos nos eventos carnavalescos.
Desde 2023, a Polícia Civil atua de forma disfarçada em grandes eventos populares, com foco na identificação e prisão de criminosos especializados, especialmente em furtos de celulares. Neste ano, além das equipes à paisana, policiais estarão caracterizados com fantasias inspiradas em personagens de desenhos animados e séries conhecidas, estratégia que facilita a aproximação com o público sem levantar suspeitas.
De acordo com o gerente de Operações e Investigações Criminais, Igor Alves, a atuação já resultou na prisão de quadrilhas interestaduais com integrantes do Piauí, Maranhão, Ceará e Pará.
“Investigamos por cerca de um ano uma organização criminosa do Pará que recrutava pessoas para praticar furtos, principalmente de celulares, durante grandes eventos. O grupo custeava abadás, hospedagem e passagens para que esses indivíduos viessem ao estado cometer os crimes. Conseguimos identificar e prender os principais responsáveis pelo esquema”, destacou Igor Alves.
A estratégia é executada de forma integrada com a Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo, garantindo suporte às equipes para abordagens e prisões.
Outro diferencial da operação é o uso do aplicativo Lupa, ferramenta que permite a identificação em tempo real de celulares com registro de furto ou roubo. A tecnologia já contribuiu para uma redução de cerca de 70% nos furtos registrados em eventos monitorados.
Fonte: Portal A10+
Altos venceu o Corisabbá e o jogo Piauí x Oeirense vale a liderança do Piauiense
Quebrado, Correios dá calote de R$3,7 bilhões em tributos
Carnaval: 80% das mulheres temem assédio e quase metade já foi vítima
Quase metade (47%) das mulheres brasileiras já sofreram alguma forma de assédio sexual no carnaval e 80% delas têm medo de passarem por alguma experiência do tipo. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e divulgada nesta quarta-feira (11). Além disso, 86% dos entrevistados concordam que o assédio ainda existe no Carnaval.
De acordo com a diretora de pesquisa do instituto, Maíra Saruê, os resultados demonstram um problema que extrapola a folia.
"A gente está falando do direito de ir e vir, mas também do direito ao lazer, e do acesso à cidade, da possibilidade de viver na cidade e de ocupar os espaços públicos. São questões super importantes. Querer ou não participar do Carnaval é uma decisão individual de cada um, mas poder ter acesso a ele é um direito muito importante"
O assédio também interfere de forma injusta na maneira como as mulheres aproveitam a festa, segundo Maíra. "Para se proteger, elas precisam adotar estratégias individuais nesse momento que deveria ser de diversão, como só andar em grupo, planejar rotas mais seguras e evitar certos horários."
A pesquisa foi realizada em todo o país, com 1503 pessoas com mais de 18 anos que compõem uma amostra representativa da população brasileira. O levantamento mediu também a concordância com algumas afirmações relacionadas à violência sexual. Em todos os casos, o grau de concordância foi maior entre os homens.
O estudo identificou que 22% dos brasileiros concordam que quem está pulando Carnaval sozinho “quer ficar com alguém” (28% entre homens e 16% entre mulheres); 18% acreditam que a roupa usada por uma mulher pode indicar intenção de beijar (23% entre homens e 13% entre mulheres); e 17% consideram que, no Carnaval, “ninguém é de ninguém” (20% entre homens e 14% entre mulheres).
A pesquisa também questionou sobre uma prática que configura violência sexual: para 10% de todos os entrevistados e 12% dos homens, é aceitável que um homem “roube” um beijo de uma mulher alcoolizada durante a festa.
Para Maíra, além de serem usados para justificar a violência, esses pensamentos podem até afastar as mulheres da festa "O assédio é uma experiência tão concreta, seja da própria mulher ou de outras mulheres que ela conhece, que muitas, inclusive, acham que o Carnaval não pode ser para qualquer um. Elas ficam com medo de ir e serem assediadas porque acham que os outros vão ter esse pensamento."
Pelo lado positivo, a grande maioria dos entrevistados, 86%, defende que combater essas violências é responsabilidade de todos, mas novamente, há diferença nas respostas de homens e mulheres, 89% contra 82%. Além disso, 96% reconhecem a importância das campanhas de combate ao assédio durante o período carnavalesco.
"Isso tem que ser uma responsabilidade coletiva, porque não é um problema das mulheres, é um problema da sociedade como um todo. A gente precisa mudar o comportamento de todo mundo para que as mulheres sejam encaradas de outra forma e os homens mudem de atitude", conclui a diretora do Instituto Locomotiva, responsável pela pesquisa.