O preço da gasolina comum no Piauí disparou nos últimos dias, e em alguns postos de combustíveis, já chega a R$ 6,89. A justificativa do setor empresarial é a escalada do conflito no Oriente Médio.
Nos últimos dias houve um aumento médio de 20 centavos em boa parte dos estabelecimentos da capital, contudo, no interior do estado a tendência é de que o litro esteja sendo vendido a preço ainda mais elevado. A repórter Nathalia Carvalho, da TV GP1, entrevistou o presidente do Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Piauí (Sindipostos-PI), Guilherme Parente, que apresentou a justificativa para esse aumento.
Segundo o empresário, a volatilidade do mercado brasileiro justifica a regulação do preço a partir da conjuntura internacional. Ele ressaltou que o Brasil não é autossuficiente no refino do petróleo.
“É um cenário bastante desafiador, porque é comum que num momento desses, de incerteza, o mercado fique mais volátil. O Brasil não é autossuficiente em refino e distribuição de petróleo, boa parte do nosso produto, principalmente aqui no Piauí, é importado. Esse mercado de importados trabalha muito com preço de reposição de estoque, é um mercado muito volátil, qualquer confusão que tenha lá, a gente já sente aqui na base, porque as distribuidoras já repassam rapidamente. Então, vendo a paridade da Petrobras com o mercado internacional, a Petrobras teria que ajustar quase em 50% o seu valor, para que chegue à política de paridade internacional”, declarou Guilherme Parente.
Consumidores reclamam
A alta no preço gera questionamentos por parte do consumidor. O administrador Gustavo Moritz está abastecendo o veículo com álcool, a fim de economizar. “A gente está notando que a gasolina teve um aumento, isso está afetando muito no bolso. Hoje optei pelo álcool, que está mais barato que a gasolina, e a gente espera que diminua esse valor”, disse.
O presidente do Sindipostos frisou que, enquanto o conflito internacional perdurar, o preço do combustível tende a subir e pesar no bolso do consumidor final. “Num momento como esse, a cada dia tem aumentos. Há sete dias isso já vem acontecendo diariamente, é comum num momento desses de volatilidade. Isso é muito tuim, tanto para o consumidor, quanto para o estabelecimento. Enquanto estiver essa instabilidade, o preço tende a subir”, concluiu Guilherme Parente.
Fonte: GP1
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