sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

PF pede suspeição de Toffoli após análise de celular de empresário investigado

A Polícia Federal apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli no âmbito de investigação relacionada à Operação Compliance Zero. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, responsável por analisar esse tipo de manifestação. Com informações de Metrópoles.
A iniciativa ocorreu após a extração de dados dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. De acordo com informações obtidas junto a interlocutores do caso, conversas encontradas no celular do empresário fazem menção ao nome de Toffoli, que é o relator do processo no STF. O conteúdo tramita sob sigilo.

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Na última segunda-feira (09/02), ao receber o material, Fachin determinou que o ministro se manifeste nos autos. Integrantes da Corte avaliam, nos bastidores, que eventual pedido de suspeição deveria partir da Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável por analisar os elementos colhidos na investigação.

A relatoria de Toffoli passou a ser questionada após a divulgação de que o resort Tayayá, anteriormente vinculado à família do magistrado, manteve relações com fundos associados ao Banco Master.

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em “ilações” e sustentou que a corporação não teria legitimidade para apresentar a arguição, por não ser parte formal no processo, conforme prevê o artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro informou que apresentará resposta ao presidente do STF nos autos do procedimento.

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